BELÉM (PA) – Com a entrada de novos nomes e a ausência de figuras tradicionais da política paraense no cenário eleitoral local, a disputa pelo Governo do Pará entre os eleitores de Belém (PA) apresenta vantagem para o médico Daniel Santos (PSB), atual prefeito de Ananindeua (PA), que lidera com 29,4% das intenções de voto, seguido pela atual vice-governadora, Hana Ghassan (MDB), que aparece com 19,8%.
Os dados constam em uma pesquisa realizada pelo Instituto Doxa entre os dias 27 e 29 de novembro e divulgada no domingo, 30. O levantamento ouviu 600 eleitores, de forma presencial, em todos os bairros da capital paraense, e tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou menos. A Doxa informou ainda que divulgará, em dezembro, a quarta pesquisa estadual sobre a disputa de 2026 no Estado.
BELÉM (PA) – Com a entrada de novos nomes e a ausência de figuras tradicionais da política paraense no cenário eleitoral local, a disputa pelo Governo do Pará entre os eleitores de Belém (PA) apresenta vantagem para o médico Daniel Santos (PSB), atual prefeito de Ananindeua (PA), que lidera com 29,4% das intenções de voto, seguido pela atual vice-governadora, Hana Ghassan (MDB), que aparece com 19,8%.
Os dados constam em uma pesquisa realizada pelo Instituto Doxa entre os dias 27 e 29 de novembro e divulgada no domingo, 30. O levantamento ouviu 600 eleitores, de forma presencial, em todos os bairros da capital paraense, e tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou menos. A Doxa informou ainda que divulgará, em dezembro, a quarta pesquisa estadual sobre a disputa de 2026 no Estado.
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Em segundo lugar na projeção, a vice-governadora Hana Ghassan (MDB), apoiada pelo governador Helder Barbalho (MDB), manteve o desempenho semelhante ao registrado em pesquisas anteriores, mesmo após o aumento da exposição pública durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
O terceiro colocado no levantamento é o ex-senador Mário Couto (PL), que alcançou 15,7% em sua estreia no cenário, herdando parcela considerável do eleitorado do deputado federal Delegado Éder Mauro (PL), cujo nome não foi testado pela Doxa. A pesquisa aponta que outra parte significativa desses votos migrou para a indecisão, elevando os “votos flutuantes” para 32,6%.

Em comparação com o levantamento anterior da Doxa, divulgado em 25 de outubro, o novo cenário apresenta mudanças relevantes tanto no recorte territorial quanto na composição dos nomes testados. Na pesquisa anterior, realizada presencialmente entre 21 e 24 de outubro e abrangendo as seis mesorregiões do Estado, Daniel Santos liderava com 32,6% das intenções de voto, seguido de Hana Ghassan (18,8%), enquanto Éder Mauro – que não foi incluído no cenário atual – aparecia tecnicamente empatado com a vice-governadora, com 17,3%.
A nova projeção, divulgada no dia 30 de novembro, restrita aos eleitores de Belém e sem a presença de Éder Mauro no estímulo, mostra Daniel Santos numericamente estável, Hana Ghassan mantendo patamar semelhante e a entrada do ex-senador Mário Couto (PL) reorganizando parte do eleitorado bolsonarista, anteriormente associado ao deputado, contribuindo também para o aumento dos “votos flutuantes” na capital.
Em entrevista à CENARIUM, o deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), atual presidente do Partido Liberal (PL) no Pará, comentou sobre a pré-candidatura de Mário Couto ao Governo do Estado. “O Mário pediu permissão para lançar uma pré-candidatura para ver a aceitação. Não há problema nisso. Não há definição nem da nacional, nem estadual”, declarou.
Intenção de voto para o governo
- Daniel Santos (PSB) – 29,4%
- Hana Ghassan (MDB) – 19,8%
- Mário Couto (PL) – 15,7%
- Araceli Lemos (Psol) – 2,5%
- Branco/Nulo – 13,5%
- Não sabe/Não respondeu (NS/NR) – 19,1%
Disputa ao Senado
Para o Senado – cenário também medido pela Doxa sem a presença de Éder Mauro – o governador Helder Barbalho (MDB) lidera com folga entre os eleitores da capital, alcançando 28,2% das intenções de voto, considerando o primeiro e o segundo votos consolidados. Na segunda posição aparece o atual ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), com 12,2%, seguido do senador Zequinha Marinho (Podemos), que marca 9,7%.

Com percentuais menores, o ex-senador Paulo Rocha (PT) alcança 7,1%, Lulu das Comunidades (PSDB) registra 1,8%, e José Nery (Psol) aparece com 0,4%. A taxa de “votos flutuantes” para o Senado é ainda mais alta que a registrada para governador, chegando a 34,1%. Segundo a Doxa, sem o nome de Éder Mauro, Celso Sabino e Zequinha Marinho ganham competitividade especialmente na busca pelo segundo voto, enquanto Helder Barbalho mantém posição dominante.
Intenção de voto para o Senado
- Helder Barbalho (MDB) – 28,2%
- NS/NR – 18,1%
- Branco/Nulo – 16,0%
- Celso Sabino (União Brasil)– 12,2%
- Zequinha Marinho (Podemos) – 9,8%
- Paulo Rocha (PT) – 7,1%
- Chicão (MDB) – 6,4%
- Lulu das Coms. (PSDB) – 1,8%
- José Nery (Psol) – 0,4%
Lula lidera para presidente
A pesquisa também avaliou a corrida presidencial, sem a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado. Nesse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 38,3% das intenções de voto em Belém, seguido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que registra 17,1% – desempenho superior ao observado em levantamentos anteriores no Pará.
Outros nomes pontuaram abaixo dos dois dígitos: o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), aparece com 2,9%; Eduardo Leite (PSDB) e Romeu Zema (Novo) registram 2,4% cada; e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tem 1,3%. Segundo a análise da Doxa, a saída de Bolsonaro reorganiza o cenário e impulsiona Tarcísio, que vinha com índices reduzidos em rodadas anteriores.
Intenção de voto para a presidência
- Lula (PT) – 38,3%
- NS/NR (Não sabe/Não respondeu) – 20,0%
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 17,1%
- Branco/Nulo – 15,4%
- Ratinho Júnior (PSD) – 2,9%
- Eduardo Leite (PSDB) – 2,4%
- Romeu Zema (Novo) – 2,4%
- Ronaldo Caiado (União Brasil) – 1,3%
Pesquisas ainda refletem cenário preliminar
Vale lembrar que levantamentos divulgados ainda em 2025 precisam ser interpretados com cautela, alertou o cientista político e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Edir Veiga, em outubro deste ano. Na ocasião, quando foi divulgada a pesquisa anterior, o especialista afirmou à CENARIUM que, até janeiro de 2026, os levantamentos eleitorais não estão sob regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, portanto, variam conforme os interesses dos grupos que as financiam.

“Nenhuma pesquisa estadual é bancada apenas por um instituto, porque elas têm um custo muito alto – sempre há um financiador. Por isso, todas as pesquisas divulgadas agora servem apenas como referência. Há números para todos os gostos”, disse Edir Veiga à época. De acordo com ele, estudos realizados fora do período oficial funcionam como termômetros preliminares do cenário político, mas não refletem necessariamente a correlação de forças que deve se consolidar ao longo do próximo ano.